Arquivo para a ESPORTES categoria

Ode à Ética no Futebol Brasileiro (por Alexandre Barreto)

Postado em ESPORTES em 21/09/2011 por Fábio Cardoso

Li, hoje, no blog do Juca Kfouri um texto fantástico sobre o futebol brasileiro. Há muito tempo eu quero escrever algo assim, agora não preciso mais, basta ler o artigo que reproduzo abaixo.

Viva Sócrates. Viva, Sócrates.

20/09/2011

A RESPONSABILIDADE DOS PROTAGONISTAS DO FUTEBOL

 Por ALEXANDRE BARRETO*

Enxergo hoje muita indignação contra os cartolas, especialmente os dirigentes da Fifa e CBF, mas também contra os de clubes e do governo.

Também vejo críticas, até exageradas, aos árbitros.

Vejo questionamentos ao gramado, ao calendário, à bola, ao planejamento dos clubes, à estrutura do clube.

Vejo entrevistas e mais entrevistas com técnicos perguntando direta ou indiretamente como eles ganharam ou perderam o jogo, e comentários de que o craque não joga bem por que está escalado no lugar errado.

Cada vez mais, os atores principais estão perdendo responsabilidade e o foco pelas mazelas do jogo no Brasil.

Queria iniciar uma campanha pela responsabilização dos jogadores e jogadoras pela qualidade do futebol brasileiro em duas frentes.

A ética dos jogadores e jogadoras brasileiras é das mais tortas do mundo, eles e elas entendem que fair play começa quando um time joga a bola para fora para um jogador adversário ser atendido e acaba quando o adversário devolve (mais ou menos) a bola quando o jogo se reinicia.

A segunda frente é mais uma maneira da imprensa enxergar o futebol.  Comentar como antigamente.   Comentem os jogadores e esqueçam um pouco técnicos e juízes.  (Dirigentes, gramados, bola, clubes, continuam precisando de muita corneta…).

Acompanhei o jogo do Brasil com os Estados Unidos pela Copa do Mundo de Futebol Feminino com uma amiga minha americana, (completamente) apaixonada por tênis e nova no futebol.

Graças  a inteligência ignorante da minha amiga, a falta de ética das brasileiras e as regras ultrapassadas do jogo entendi mais claramente como o futebol brasileiro está podre.  Antes um aparte para entender o choque da minha amiga com a cafajestagem imperante  no futebol brasileiro.

O tênis que vemos na TV com hawkeye e um monte de juízes de linha além do juiz de cadeira só acontece em alguns torneios profissionais.

Na maioria dos torneios, todos os amadores (nos quais 100% dos tenistas profissionais foram educados) cada jogador “apita” a sua quadra.  Desta forma você só consegue fazer uma jogada vencedora (winner) se o seu adversário admitir que a sua bola caiu dentro.  Aquelas paralelas do Guga só eram pontos quando os seus adversários de torneio amador a marcavam como dentro.  Óbvio que há um monte de confusão, mas no final o cavalheirismo sobressai e os garfadores são isolados pelos colegas e acabam não conseguindo ter sucesso na carreira.  Digo isto para ficar claro o ambiente que minha amiga cresceu.  Ela usa uma palavra em inglês para descrever o que faltou nas brasileiras – sportsmanship.  Não achei uma boa tradução para a palavra.  Talvez não exista a palavra como o conceito não existe na ética do futebol brasileiro.

Ela teve muita dificuldade para entender como uma jogadora brasileira simula tão descaradamente uma contusão.  Sofre um esbarrão, cai, fica rolando no chão, entra médico, maca e etc.  Sai de campo pela maca, levanta e volta correndo pedindo para voltar ao jogo.  O caso ainda fica pior quando vimos pelo replay que o esbarrão nem aconteceu, foi simulado.  O mesmo vale quando ludibriam o juiz e o adversário caindo na área e pedindo pênalti.  Se os EUA não tivessem vencido com um gol no último minuto do jogo, ela e muitos gringos nunca mais voltariam ver futebol (que mercado seria perdido..).  No Brasil, ninguém recriminou nenhuma jogadora pelo comportamento ridículo.  Passaram a mão na cabeça das heroínas que conseguem jogar tão bem mesmo sem nenhuma estrutura, sem apoio da CBF, sem apoio dos clubes e blá blá blá.   Tudo isto que falei vale para a seleção masculina, para o meu time (Flamengo) e para qualquer outro time brasileiro. Masculino ou feminino.  Nem conseguimos mais distinguir a besteira que estamos fazendo com uma das marcas mais valiosas da nação – O Futebol Brasileiro.

Cadê as regras para coibir algo tão descarado, cadê o alinhamento entre justiça e a legitimidade ética?  Cadê o cavalheirismo do jogo, onde está a pressão social pelo comportamento respeitoso?  Cadê o respeito com seus colegas de profissão?  E acima de tudo, cadê o respeito por quem paga pelo produto que você está vendendo – o público?

Tenho algumas idéias sobre mudanças de regras que ajudariam a coibir tais atitudes.  Vou lista-las aqui, mesmo sabendo que um movimento pela mudança de regras teria poucas chances de dar algum resultado, mesmo assim, lá vai:

1. Bola para, cronometro para: é ridículo não existir uma mesa no futebol marcando o tempo, como no basquete. O futebol é o esporte mais rico do mundo.  Já passou a hora de gastar um pouco de dinheiro no jogo colocando 2 sujeitos com cronômetro na mão para marcar o tempo. Isto resolveria todos os caso de cera.   Imagina como seria mais legal vermos um jogo onde ninguém simula contusão, nem o goleiro fica demorando para repor a bola em jogo.  Não me venham falar de tempo incerto para a TV.  Se o futebol americano funciona assim, o futebol bretão também pode;

2. Caso o tempo continue sendo corrido, com apenas o acréscimo no final de cada tempo, outras regras precisam ser instituídas para coibir a cera:

a. Se jogador precisa de atendimento médico, então ele precisa de no mínimo três minutos de observação fora de campo.  Assim, se o jogador cair e pedir o atendimento médico, ele automaticamente terá que ficar três minutos fora de campo sendo atendido.  Se não precisar de atendimento, o jogo segue e ele que se vire para levantar;

b. Limite de 10 segundos para repor a bola no tiro de meta.  Da mesma forma que o goleiro tem 6 segundos para repor a bola que defendeu, terá 10 segundos para repor o tiro de meta.  Caso contrário, o tiro de meta  é revertido em escanteio.   Adicionalmente, tem que estar na regra que tem que ter duas bolas extras ao lado do gol esperando para serem repostas;

c. Time tem 10 segundos para bater uma falta, no caso de não haver necessidade de atendimento médico.  Se não cobrar no tempo limite, a falta é revertida.  Caso haja atendimento médico, o árbitro tem que adicionar obrigatoriamente (e não arbitrariamente) um tempo predeterminado aos acréscimos, digamos 30 segundos.  Caso o atendimento seja mais longo, ele pode arbitrar um acréscimo maior.  Desta forma, se houve três atendimentos médicos haveria no mínimo 1,5 minutos de acréscimo.  Regra vale para o pênalti também.  Neste caso, o tempo permitido pode ser um pouco maior, digamos 20 segundos.  Tempo suficiente para limpar a área;
d. Jogador do time que fez a falta que fica na frente da bola impedindo/atrasando a cobrança, tem que ser punido com cartão.  Acho que a regra/”orientação” até existe, mas não é cumprida consistemente;

e. Quem controla os acréscimos obrigatórios é o quarto árbitro. Como não há o que ser interpretado, o árbitro não precisa tomar decisão, basta anotar o que está acontecendo. Desta forma, cada atendimento médico gera 30 segundos de acréscimo, cada falta 10 segundos, pênalti 20 segundos, gol 20 segundos.  E por aí vai.  E o árbitro nem se preocupa em controlar isto.  O arbitro só decide o acréscimo além do acréscimo obrigatório, que deveria ser uma exceção;

f. Simulação de falta deve ser punida com cartão, mesmo que o jogo já tenha acabado.   O árbitro, após o jogo, com acesso ao replay pode identificar que houve simulação em determinado lance e com isto pode registrar cartão na súmula após o apito final.   Se for segundo cartão, ou duas simulações do mesmo jogador, o jogador recebe o cartão vermelho e fica fora do próximo jogo. O mesmo recurso pode ser aplicado para reverter um cartão erroneamente aplicado (isto para fugir da discussão de apoio eletrônico a arbitragem durante o jogo, algo que sou 100% a favor).  Os jogadores ficariam muito mais inseguros para simularem qualquer coisa;
g. Apenas o capitão pode se dirigir ao árbitro.  E com absoluto respeito.  Qualquer exacerbação tem que ser indiscriminadamente punida com cartão. E no caso de um jogador que não o capitão, basta se dirigir ao árbitro. Não pode haver espaço para atrasar o jogo por reclamação. Só vejo isto no futebol, nos outros esportes é sempre muito raro. No começo vai ter jogo acabando por falta de jogador em campo.  Mas depois de dois meses, as reclamações vão sumir do campo.  Depois do jogo cada um tem liberdade para falar o que bem quiser.  Durante o jogo, a bola rola e não tem conversa.

Agora, independente destas ou outras mudanças de regras, o que podemos fazer já é recriminar publicamente e agressivamente toda vez que um jogador (a) faltar com a ética.   Especialmente, atrasar o jogo para tirar vantagem do tempo ou tentar enganar a todos simulando faltas ou pênaltis.   Quando falo em todos, é porque o cafajeste não está tentando enganar só o juiz.  Está enganando os colegas, imprensa, e acima de tudo os clientes do espetáculo – o público.  O jogador é remunerado por que o clube/liga/ confederação conseguem ter receita com o espetáculo ao vender direitos de televisão, ingressos, camisas e etc. O clube/liga/federação só tem receita por que há clientes – o público.  Eu não conheço nenhuma atividade onde se engana tão descaradamente os seus clientes.  Normalmente, este desvio ético deveria ser auto regulado.  Os jogadores lesados deveriam se revoltar e isolar os infratores.  Mas isto acontece muito raramente.

O engraçado é que jogador fica chateadinho quando o adversário o dribla de forma humilhante, ou quando o time adversário fica trocando passes o deixando na roda. Chegando a agredir grosseiramente o adversário. Mas não se manifesta quando o adversário se joga no chão e levanta na maior cara de pau comemorando o pênalti mal marcado pelo infeliz do árbitro, que foi enganado na frente de milhões de pessoas.  A reação típica dos jogadores do time adversário, da torcida e da imprensa é ir para cima do juiz.  Nas mesas redondas pós rodadas, um ex-árbitro mostra por 10 ângulos como o juiz apitou um pênalti onde não houve nenhum contato.   Eu acho que todos estes canhões deveriam sair do juiz se voltar para o imbecil que se jogou.  O repórter de campo tem que perguntar “E aí, foi a sua mãe quem te ensinou a ser tão cara de pau assim, ou é seu técnico que te incentiva a cavar pênaltis?” .  Os jogadores do time adversário têm que ir para cima do cai cai, colocar o dedo na cara, ameaçar uma ignorância qualquer e fazer aquelas imbecilidades que fazem quando são “humilhados” em campo.  Os comentaristas de arbitragem têm que esquecer o árbitro e execrar o descarado que se jogou tentando enganar seus clientes.  E por aí vai.  E a execração tem que ser nominal e em cima do ato.  Da mesma forma como fazem com o árbitro hoje.  É comum um comentarista dizer a frase “O árbitro Fulano de Tal é muito ruim, um incompentente e responsável pelo jogo ter sido horrível”.  Deveriam dizer (também) “O jogador Sicrano de Tal é um mal caráter que se jogou na área e foi o principal responsável por ter deixado o resultado do jogo injusto e o público enganado e frustrado”

Hoje, quando alguém reclama suavemente do cai cai (como o Rogério falou do Neymar), as pessoas recriminam o reclamante e não o infrator.  Nós brasileiros já incorporamos o cai cai ao preceito ético aceitável no futebol. O futebol brasileiro é (ou já foi) admirado no mundo inteiro.  Pois além da técnica tinha a ingenuidade terceiro-mundista, num mundo cheio de maldades.  Hoje, com escassez de craques, e esta cartilha ética distorcida, vamos desvalorizar um dos maiores valores do Brasil .

O endeusamento e mimo aos jogadores e jogadoras levam a falta de cobrança pelos seus atos que levam a esta permissividade ética, mas também os tira do foco técnico do espetáculo.

O que não faz nenhum sentido.

O brilho (ou a falta de) vem dos jogadores e a cobrança pela qualidade do espetáculo tem que estar centrada neles.

Hoje, salvo raríssimas exceções (Fernando Calazans é uma delas), a crítica ao espetáculo é feita pela ordem:

Técnicos, arbitragem calendário/CBF/TV Globo, depois disto tudo, os jogadores.

Ainda, os jogadores são mais cobrados por sua postura extra campo do que sua performance em campo.

É muito comum o técnico ser o culpado por ter escalado o jogador fora de posição, do árbitro não ter marcado o penalti, do gramado, da bola e/ou do presidente do clube.

Comentaristas têm dificuldades em falar claramente que o São Paulo perdeu porque o Juan chupou sangue o jogo todo, o Rivaldo perdeu muitas bolas e o Rogério frangou.  O Ronaldinho jogou mal na seleção porque não era escalado como no Barcelona.  A seleção sai da Copa num jogo duríssimo e parece que o Dunga é O culpado.  O desequilíbrio emocional do Robinho, a ineficácia do Luiz Fabiano, o frango do Julio Cesar e o escanteio cedido imbecilmente pelo Juan foram perdoados.  Mas o Dunga….  O Brasil campeão de 2002 é a seleção do Felipão.  E não a seleção do Fenômeno e do Rivaldo.

É muito claro que o Brasil foi campeão por que o Fenômeno e o Rivaldo jogavam de amarelo e não de branco, nem de vermelho nem de azul claro.  Da mesma forma que o Brasil ganhou porque tinha Romário; antes Zico, Falcão e Sócrates (tá certo, não ganhou, mas jogou o suficiente para tanto); Pelé, Tostão e Jair; Garrincha e Didi; Pelé, Garrincha e Didi; Zizinho e Ademir (também não ganharam, mas é o mesmo caso de 1982).

Vamos cobrar responsabilidade dos jogadores.

Ética e técnica.

O futebol brasileiro já foi o melhor por que teve os melhores jogadores disputando o jogo na bola.

Se não fizemos cera nem simulamos penaltis em finais de Copa do Mundo, por que fazemos em torneio sub 20?

E por que todos se calam e aceitam isto com naturalidade.   Vamos mudar a postura!

*Sobre o autor: Sou Flamenguista, cresci vendo o Zico e companhia ganharem todos os campeonatos possíveis, vi a Seleção Brasileira de 1982 com 12 anos e sei que os grandes jogadores do Brasil já foram éticos e tecnicamente melhores que todos os outros.   Fico triste vendo meus filhos crescerem e terem que torcer para um time que teve um assassino como goleiro, ir ao estádio ver o goleiro do próprio time simular contusão contra time pequeno.  Ver um jogador como o Airton distribuindo cotoveladas e continuando a ser aceito pela comunidade futebolística. Eu hoje prefiro acompanhar outros esportes ao futebol.  Os outros esportes evoluem.  O futebol só involui. E pena que o Messi é argentino/barcelonista e o Neymar é o brasileiro.

Corinthians – Rumo ao Nacional 2011

Postado em ESPORTES em 15/05/2011 por Fábio Cardoso

Não deu.

O Corinthians acaba de perder o título do Campeonato Paulista para o santos.

Confesso que, ao ver Julio Cesar frangar ridiculamente, saí de frente ao televisor. Depois de ver o Timão chutar uma bola no primeiro tempo de um jogo final de campeonato, aceitar a pressão sem fazer nada, o treinador sem coragem, ou competência, para mudar o time, os principais jogadores jogando mal demais…ver nosso goleiro aceitar aquele peru foi demais.

Já não tenho mais paciência para ver um time de futebol jogar tão mal assim. Não dá prá aceitar nem que seja o Corinthians, o time que amo e acompanho há 35 anos!

O jogo foi ruim, o Timão não jogou nada e mereceu perder. Sejamos honestos, o santos era mais time mesmo. Seria estranho se o Corinthians ganhasse o campeonato.

Tá de bom tamanho o vice-campeonato. Agora é despedir o Tite e alguns jogadores que não estão fazendo nada ou que não tem condições de jogar em um time como o Corinthians e montar um time decente para, quem sabe, nos classificarmos à Libertadores.

Vamos, Timão. Sem abaixar a cabeça para ninguém!

Corinthians, minha vida, meu amor, minha história.

Blog do Paulinho – Sob Censura?

Postado em ESPORTES com as tags , , , em 29/04/2011 por Fábio Cardoso

Praticamente todos os dias, pela manhã, acesso o Blog do Paulinho para me atualizar com notícias sobre o esporte e o Corinthians. Tenho, inclusive, um link para seu blog neste espaço.

Paulinho é um combativo jornalista investigativo na área esportiva. Sem vínculos com empresas, organizações, etc, ele informa muitas coisas que, depois, vemos no noticiário padrão.

Corinthiano, Paulinho é sócio do clube e expõe as mazelas da administração colocando o dedo na ferida. Não raro, li artigos em que condenava atitudes da pessoa jurídica Corinthians.

Um exemplo disso é o Navio do Corinthians. Ação de marketing tosca, naufragou, se me permitem o chiste, na própria megalomania da diretoria corinthiana. Apesar dos artigos de Paulinho, a grande mídia só noticiou o assunto quando o pessoal do programa Pânico mostrou uma matéria esculhambando a viagem, mostrando como membros da diretoria e de torcidas organizadas, bem como suas famílias, se locupletaram às expensas do sócio corinthiano que não conseguiu comprar um mísero camarote.

Paulinho é imparcial. Se em um artigo mostra erros do Corinthians, no seguinte mostra erros do São Paulo e, em um terceiro, acertos do Palmeiras e/ou do Santos.

Exemplo? A atitude da diretoria palmeirense ao confrontar a WTorre sobre o contrato para construção de seu novo estádio. O jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, da ESPN, discorda que o contrato seja nocivo aos interesses do clube e publicou um artigo sobre o assunto há algumas semanas atrás mas Paulinho levantou a lebre e se mostrou ao lado da entidade Palmeiras mesmo sendo corinthiano.

Seu blog não recebe crédito por essas matérias. Muitos o consideram louco. Outros o consideram uma farsa.

Não o conheço. Minha opinião é baseada em minhas próprias impressões sobre o jornalista e seu blog. Não o defendo ou o condeno e penso que ele seria a primeira pessoa a concordar comigo que é a melhor atitude quando não dispomos de comprovação dos fatos.

Entretanto, na dúvida, pró-reu.

Ressalte-se que Paulinho não mancha o nome ou a história da entidade Corinthians mas preocupa-se com ela a ponto de expor os erros daqueles que comandam o destino de algo muito maior que eles. Algo que é importante para dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo.

Por isso, leio seu blog. E qual não foi minha surpresa ao não conseguir abrir o site hoje. Achei que podia ser uma falha técnica eventual mas, tendo em mente o tipo de jornalista que é Paulinho, procurei mais informações.

E achei! O site foi congelado por ordem judicial como pode ser visto na imagem*.

Status do site em 29/04/2011 junto ao Registro.br

*clique na imagem para ampliar

Em seguida à essa descoberta, mandei um email para Paulinho questionando o que teria acontecido e prestando minha solidariedade.

Ele respondeu minha mensagem informando um novo endereço, ainda indisponível: http://midiacast.com/blogdopaulinho. Neste site, ele deverá informar algum detalhe sobre o ocorrido em ocasião oportuna.

Apesar de não ser muito, o que posso fazer é divulgar seu trabalho e esse episódio neste espaço. Ficarei atento e continuarei postando o que obtiver de informação.

Força, corinthiano!

Adriano e Liédson no Timão!

Postado em ESPORTES em 31/03/2011 por Fábio Cardoso

“Estou ansioso para poder voltar, para poder treinar de novo. Estou bem recuperado e meu objetivo é voltar para a seleção”

Esta frase foi dita por Adriano hoje em sua apresentação ao Corinthians. Gostei, mostra determinação, foco, objetivo.

Futebol, o Adriano tem. Juízo, ele não teve nos últimos anos. Não há como saber se ele vai jogar bem no Timão mas vai precisar perder peso e segurar a bronca das noitadas.

Como digo sempre, não gosto quando a diretoria contrata medalhões. Desgosto, principalmente, quando já temos jogadores bons no time que estão dando conta do recado. Parece um desprestígio, não?

E o Liédson? O cara faz gol em todos os jogos, praticamente. Não pode ser desprezado. Penso que a diretoria e o treinador teriam que vir a público dar força pro cara dizendo que ele é titular do time.

É claro que Adriano veio para jogar mas o Liédson também. Penso que os dois jogam juntos fácil, não tem problema, não.

Repito o que escrevi aqui há alguns dias atrás: quem tem Liédson não precisa de Adriano. Não era a favor dessa contratação mas, já que foi feita, vamos aguardar e ver o resultado.

A declaração dele mostra, em princípio, que ele está com vontade de voltar a ser jogador de futebol.

Se quiser ser jogador de verdade, Adriano é o centroavante da seleção. Pode chegar até a Copa de 2014, inclusive.

Futebol ele tem, só falta querer usar.

 

Quanto ao Liédson, meus parabéns! Está jogando muito e me surpreendeu. Ele só jogou por um ano no Timão, em 2003, depois foi para Portugal. Ter voltado foi bom para ele pois agora ele joga em um time gigante.

Penso que se ele cair mais para os lados e o Adriano mais fixo vai dar bom resultado.

Aí só vai faltar um armador pro time porque depois que saiu Elias e Tite barrou Bruno César, estamos saindo pro jogo com volantes ou com o Morais que além de não ser armador, é inconstante.

Já que o Andres está gastando tanta grana para contratar, por que não vai atrás do Alex, aquele que jogou no Internacional-RS?

Acorda, diretoria.

Corinthians – Fatos e Opiniões

Postado em ESPORTES em 13/03/2011 por Fábio Cardoso

O Timão acaba de ganhar do Mirassol pelo Campeonato Paulista por 3×2. O jogo foi muito bom e terminamos com 10 em campo.

Conclusões:

1) Bruno César não pode ficar fora do time. Puta que pariu, Tite; pára de ser teimoso e põe o cara de volta ao time. Morais não é bom o suficiente.

2) Dentinho é ótimo jogador. Foi importante para o time nesta partida como tem sido desde que voltou.

3) Wiliam é muito bom jogador, também. Tem correspondido todas as vezes que jogou.

4) O juiz não deu um penalti claro para o Mirassol e o goleiro deles tirou uma bola em cima da linha. Poderiam ter saído mais dois gols nesses lances.

Agora, sejamos frios. O time precisa de reforços e não tem condições de ser campeão brasileiro.

Mesmo assim, um jogador que não precisa e nem deve vir para o time é o Adriano.

O cara é muito bom? É. Mas ele não está se importando com a própria carreira e eu já estou cansado de ver medalhões vindo para terminar a carreira por aqui. Se ele quisesse voltar a ser jogador de verdade, seria centroavante para a seleção novamente. Mas ele não parece querer isso, então, paciência. Que vá para sua “comunidade” e seja feliz.

E mais, temos Liédson gastando a bola. Achei ótimo que o Luis Fabichona tenha ido pro seu reduto e que a diretoria tenha trazido um jogador de excelente qualidade técnica e ótimo profissional que é o Liédson.

Quem tem Liédson não precisa de Adriano!

Vamos lá, diretoria. Vamos reforçar o time com jogador decente. E vamos ganhar esse paulistinha.

Vamo, Timão.