Tenho 43 anos e escuto Rock’n'Roll desde que nasci.
Meus pais tinham vários albuns, desde o desconhecidíssimo Lobo até Rolling Stones, Beatles, Elvis, Creedence, etc.
Era só meu pai sair de casa que eu ia até seu escritório para escutar escondido todos os LPs que ele guardava bem longe de luz e curiosos.
É de 1975 minha lembrança mais antiga: estar no carro do meu pai com toda minha família em um estrada e o rádio tocando Changes, do Black Sabbath.
Em 1981, ganhei meu primeiro álbum, uma coletânea de Rock’n'Roll dos anos 50, e vi meu primeiro ídolo, Brian May, guitarrista do Queen, quando veio se apresentar no Brasil.
Em 1984, escutei Heavy Metal pela primeira vez: em uma fita K7 emprestada por um amigo, a fenomenal Stargazer, do Rainbow, e em um programa de TV, o clip de Run to the Hills, do Iron Maiden.
O Made in Brazil já cantou isso:
“O que aconteceu comigo
Também aconteceu
Com muito cara por aí
Aos onze anos comecei a ouvir elvis
E depois de pouco tempo eu pirei
Essa é uma banda made in brazil
Só pra tocar rock’n'roll
Essa é uma banda feita no brasil
Só pra tocar rock’n'roll”
O que aconteceu comigo também aconteceu com muito cara por aí e continua acontecendo.
Tenho dois filhos e ambos escutam Rock embora não tanto quanto eu. O interessante é que a mais velha já passou pela fase de escutar o que todos escutam e o mais novo ainda está nessa. Não tem jeito, acabam escutando o que os outros escutam pois há influência do meio.
Eu não sofri isso porque pirei antes, bem antes, do que eles. Acho que eles não vão chegar a esse ponto, não farão o que fiz, nem amarão o Rock como eu mas já é alguma coisa.
Mas, além do Rock, meu negócio é Metal. Como já disse o Manowar:
“The gods made heavy metal
And they saw that it was good
They said to play it louder than hell
We promised that we would
When losers say it’s over with
You know that it’s a lie
The gods made heavy metal
And it’s never gonna die!“
Eu me sinto assim desde quase 30 anos atrás. Ainda uso e sempre usarei camisetas de bandas, colar com caveiras, calça jeans estourada… E sempre escutarei Iron Maiden!
Não importa o que falem. Escuto desde o hard blues do Blue Cheer até o metal extremo do Dark Funeral. Meus preferidos sempre foram e serão Black Sabbath e Iron Maiden mas o Maiden foi a primeira banda de metal que me marcou. O Piece of Mind tinha acabado de sair e eu pirei com esse álbum e o Number também.
Desde essa época sou fã incondicional de Dave Murray. Não importa que sempre digam que Adrian Smith é um gênio. Para mim, ambos são mas Dave toca de um jeito que eu prefiro. Inclusive, eu toco guitarra e sempre tentei tocar daquele jeito. Quando consigo tirar um solo dele fico todo orgulhoso :o)
E o Iron Maiden não cansa, continua na ativa, lançando albuns a todo momento. O último lançamento foi o En Vivo que é um DVD gravado em 2011 no Chile em sua última tour.
Ao assistí-lo lembrei de um dia em que meu filho me mostrou várias músicas do Iron que ele gosta e perguntou os nomes. Fiquei feliz com o interesse dele pelo Maiden e percebi que ele só ouvia as músicas novas.
Li um artigo uma vez que dizia que muitos dos fãs do Maiden começaram a ouvir a banda por conta de suas músicas novas, pós Fear of the Dark. Se você parar para analisar, a maior parte dos garotos de hoje escuta mais esse período mesmo.
Na verdade, meu filho gosta e escuta mais o que veio de 2000 prá cá, ele só tem 15 anos. Ele tinha 3 anos quando Bruce e Adrian voltaram, para ele o Maiden é o atual. Os trabalhos anteriores não tem tanto apelo para ele quanto tem para mim. Eu tinha 15 anos quando comecei a escutar Maiden também mas o que havia para ouvir era Piece of Mind e Number of the Beast. Épocas diferentes, mesmo sentimento.
O que me espanta é que ainda há quem fale mal do Maiden. Não é possível não reconhecer o valor de uma banda que está na ativa desde 1975, gravando desde 1980, lançando músicas inéditas e de qualidade regularmente e lotando estádios ao redor do mundo. E isso sem apoio da mídia!
Acho que é um caso único. Se pegar todos os artistas que lotam estádios, você vai ver que são pops, que tem apoio total da mídia, do esquemão das gravadoras, dos meios de comunicação, dos formadores de opinião.
O Maiden, não! São os fãs que mantém a energia da banda e é por eles que ela continua na ativa, produzindo.
Eu ouço Iron Maiden sempre que posso e estou ouvindo neste exato momento a fantástica Talisman, do último e excelente álbum, Final Frontier.
O Iron Maiden não pode ser combatido, ele vai te pegar onde quer que você esteja.
Up the Irons!

