COB Censura Prof. Kátia Rubio

Postado em ESPORTES em 04/02/2010 por pktp69

Tenho acompanhado com perplexidade e pesar o ato de censura que o COB está fazendo com a Prof. Kátia Rubio, da USP.

Ela lançou um livro falando sobre Olimpismo e utilizando termos como Olimpíadas, olímpico, etc. Por conta disso, o COB entrou com uma ação judicial solicitando o recolhimento do livro pois detém os direitos legais para utilizar esses termos e é o único que pode publicar um livro desses.

Ou seja, devem estar reclamando porque não vão ganhar dinheiro com isso.

A censura, supostamente, morreu junto com a ditadura militar mas ainda é possível utilizar-se da lei para impor sua vontade e caprichos aos outros.

Como sou totalmente contra esse ato absurdo, tentarei comprar o livro e exponho a seguir, para deleite dos dois ou três desavisados que vêm parar aqui sem querer, um texto retirado do blog de Juca Kfouri.

Ao final, consta a fonte do próprio Juca para os textos.

Também irei me manifestar contra esse absurdo enviando mensagens para seus perpetrantes. Os emails estão no texto abaixo.

Manifestem-se! Censura, nunca mais.

PELO DIREITO OLÍMPICO DE SE ESTUDAR E PESQUISAR ESTUDOS OLÍMPICOS NO BRASIL

Por KATIA RUBIO, professora da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo

Desde que ingressei na Universidade de São Paulo como docente fui posta à prova em um processo seletivo, três concursos, além das bancas de mestrado, doutorado e livre docência.

Essa é a razão de ser da vida acadêmica. Sem contar na participação dos inúmeros editais que concederam auxílios ou bolsas aos projetos de pesquisa que desenvolvo. Com isso quero dizer que estou acostumada a ser avaliada e julgada de forma quase que ininterrupta há muitos anos.

Penso que aceitei o desafio da vida acadêmica porque fui criada e educada dentro do esporte. Aprendi ao longo da minha vida esportiva que o sucesso é o resultado de um processo que envolve dedicação, disciplina, determinação e que perder e ganhar faz parte do jogo. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar, já cantava Elis. Tive a felicidade de contar com excelentes professores e técnicos que apontavam a todo instante a fundamentação ética dessa atividade, sem necessariamente evocar essas palavras.

Talvez venha daí o meu compromisso como pesquisadora e educadora: tive grandes mestres que adotaram uma pedagogia mimética e me inspiraram a fazer o mesmo.

Quando me dediquei ao estudo, ensino e pesquisa da Psicologia do Esporte e dos Estudos Olímpicos os fiz porque tinha a convicção da importância que esse fenômeno representa para a sociedade. Isso não é nenhuma novidade, uma vez que Thomas Arnold, no século XIX já havia observado essa possibilidade na sociedade inglesa da época e pautando-se nessa convicção fundou a Rugby School. Dessa experiência pedagógica resultou a obra Tom Brown’s Schooldays. Hughes foi aluno de Thomas Arnold na escola de Rugby, marco da institucionalização do esporte nas escolas inglesas, e na obra Tom Brown’s relatou de forma romanesca e apaixonada o cotidiano e as preocupações de uma pedagogia pelo esporte. Essa foi uma das obras que inspirou o Barão Pierre de Coubertin a edificar seu ideário olímpico, tema central dessa manifestação.

O estudo do fenômeno olímpico me inspira de diferentes formas, seja por seus aspectos macro que envolve a história, bem como as questões sociais e filosóficas, até seu âmbito mais específico relacionado basicamente à psicodinâmica do atleta e das equipes esportivas. Entendo que reside na compreensão desse continun – sujeito-sociedade – o sucesso de uma intervenção que não é apenas clínica, mas essencialmente social.

Vejo “milagres” sociais serem operados por meio do esporte, e não apenas o olímpico, mas afirmo que é o esporte olímpico que fornece muitos grandes exemplos para que milhões de crianças desenvolvam o desejo do vir a ser. E é nisso que eu aposto minhas fichas, minha energia de vida e meu vigor acadêmico: no estudo do fenômeno olímpico e em suas reverberações em diferentes indivíduos, sejam eles crianças ou adultos, que se refletirão nos movimentos da sociedade de forma mais ampla.(…)

(…)Há anos estamos trabalhando na realização de projetos de educação olímpica em consonância com o pensamento de Pierre de Coubertin. Pensei que a realização dos Jogos Olímpicos no Brasil fosse o momento oportuno e privilegiado para multiplicarmos essas ações que já ocorrem dentro de uma perspectiva de educação não-formal e informal. Nós da área acadêmica temos essa estranha mania de ter fé na vida e acreditar em coisas improváveis ou mesmo impossíveis.

Na última quinta-feira, 28 de janeiro de 2010 tomei contato com um documento do Comitê Olímpico Brasileiro que me informa que devo recolher o livro Esporte, educação e valores olímpicos. Essa notícia além de me surpreender me causou enorme espanto por conta das alegações utilizadas para tal. Conforme o documento “o uso dos termos ‘olímpico’, ‘olímpica’, ‘olimpíada’, ‘Jogos Olímpicos’ e suas variações… são de uso privativo do Comitê Olímpico Brasileiro no território brasileiro.”

Voltamos ao tempo da Inquisição onde apenas os iniciados poderiam fazer parte dos mistérios e os livros e publicações indexados deveriam ser expurgados impingindo aos descuidados o calor das chamas das fogueiras? É sempre bom lembrar que Hitler também fez suas escolhas de obras indexadas e termos permitidos.

O livro Esporte, educação e valores olímpicos foi gestado muito antes do anúncio da candidatura do Rio de Janeiro, uma vez que não tínhamos em nosso país nenhuma obra dedicada aos jovens para tratar do tema Olimpismo. Criei também um guia didático para uso dos professores em sala de aula apontando como usar o material como tema transversal, aproximando assim nossa tão desrespeitada educação física escolar de disciplinas “nobres” como a língua portuguesa, história, geografia, biologia etc.

Como diria Luther King “I have a dream” e continuarei a tê-lo, independente da ação do COB. Meu sonho continua vinculado ao país que tenho e ao país que desejo ter, e como o esporte pode contribuir para essa realização.

Publicar livros é dever de ofício de pesquisadores, principalmente das ciências humanas, e esse último é mais um entre os muitos que ainda pretendo publicar sobre o tema olímpico. Tenho um livro no prelo sobre as Mulheres Olímpicas Brasileiras. Que faço diante disso? Nomeio o inominável ou deixo que pisem as flores de meu jardim como no poema em homenagem a Maiakovsky?

“[...]
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
[...]“

Conto com o apoio de todos aqueles que estudam, pesquisam, ensinam e publicam sobre Olimpismo, Educação olímpica, Valores olímpicos, Ideais olímpicos, Imaginário olímpico, os deuses olímpicos não atletas, os heróis olímpicos de hoje e da Antiguidade para que essa forma de censura não se abata sobre nossas produções, para que prevaleça a liberdade de pesquisa e de expressão e para que o conhecimento possa chegar a toda a sociedade, saindo dos círculos restritos da universidade e contribuindo para uma sociedade mais justa e um país melhor.

Se de alguma forma essa notícia também lhe causa perplexidade escreva para:

  • carlos.nuzman@cob.org.br
  • andre.richer@cob.org.br
  • presidência@cob.org.br
  • e manifeste sua opinião.

    A Família Olímpica

    Por GUSTAVO PIRES, professor da Universidade Técnica de Lisboa

    Há pessoas que no âmbito do Movimento Olímpico se julgam no direito de decidir quem pode e quem não pode dedicar-se ao estudo e à investigação das questões do Olimpismo. Na sua profunda ignorância e pesporrência estão convencidos que são proprietários de algo que os transcende. Quer eles queiram quer não, o Olimpismo é propriedade da Humanidade e não de uma qualquer casta que numa atitude profundamente xenófoba se gosta de chamar a si própria de “família olímpica”.

    Em Portugal, os dirigentes do Comité Olímpico de Portugal (COP) também se julgavam no direito de decidir quem podia ou não utilizar as palavras olímpico, Olimpismo ou, entre outras, Jogos Olímpicos, convencidos de que eram proprietários não só dos conceitos em si, como das próprias palavras que pertencem, como qualquer pessoa de bom senso sabe, à língua portuguesa e aos seus falantes.

    Em conformidade, pretenderam acabar com uma organização de seu nome Fórum Olímpico de Portugal.

    Para o efeito, contrataram um dos maiores escritórios de advogados do país mas o tiro saiu-lhes pela culatra.

    Os Tribunais portugueses decidiram que a lei não lhes concedia o monopólio do uso das palavras pelo que o Fórum Olímpico de Portugal continua de boa saúde a produzir conhecimento na área do Olimpismo.

    Entretanto, tomamos conhecimento que o Comité Olímpico Brasileiro (COB) quer obrigar uma investigadora da Universidade de São Paulo de seu nome Kátia Rúbio que investiga e publica há vários anos sobre a problemática do Olimpismo, a recolher o seu último livro intitulado “Esporte, Educação e Valores Olímpicos”! Tal como cá, os caras lá do Brasil também se julgam proprietários das palavras olímpico, olímpica, olimpíada, Jogos Olímpicos e suas variações…!!!

    Há uns anos, tivemos a oportunidade de assistir no Rio de Janeiro a uma conferência sobre Olimpismo proferida precisamente pelo presidente do COB.

    O que a generalidade das pessoas no fim da conferência comentou foi que o cara falou de dinheiro, de muito dinheiro, de marketing, de investimentos e de todos os termos possíveis e imaginários na área económica e financeira, contudo, ninguém o ouviu falar de Olimpismo, de valores do desporto, de educação ou de desenvolvimento humano.

    O problema é que, como a generalidade dos dirigentes do Movimento Olímpico não fala sobre o Olimpismo e os seus valores, quer obrigar os outros a fazer o mesmo.

    Não poderá Lula da Silva meter o sujeitinho na ordem.

    Em Portugal foram os Tribunais através dos doutos acórdãos dos juízes que o fizeram.

    O processo pode ser consultado em: www.forumolimpico.org

    Veja mais em http://cev.org.br/, de onde este blog extraiu os dois escritos acima.

    Zico, o gênio honesto.

    Postado em ESPORTES em 20/01/2010 por pktp69

    Zico, o eterno Galinho de Quintino, foi um dos maiores craques de todos os tempos.

    Comecei a vê-lo jogar pelo Flamengo no final da década de 70 e o assisti durante as Copas de 78, 82 e 86.

    Como era bonito o seu futebol, como ele jogava fácil. Os zagueiros só o paravam na botinada, poucos eram bons o suficiente para ganhar dele na disputa leal, na bola.

    As cobranças de falta de Zico eram memoráveis. Ele punha a bola com a mão dentro do gol. Já vi gol de falta na lateral por cima da barreira (achei em vídeo e está no final do post). Ele era genial.

    Quem viu a Copa de 1982 viu o melhor quarteto de meio-campo de todos os tempos: Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico. Todos eram craques mas Zico era o líder, o gênio do time.

    Eu fui um dos que choraram pela desclassificação daquele time fantástico formado por Waldir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho, Junior, Cerezo, Falcão, Sócrates, Zico, Sérginho e Éder. Nesse time somente W.Peres, Luizinho e Sérginho não eram craques.

    O time era tão bom que, apesar de não ter ganhado o título, é lembrado como um dos melhores de todos os tempos. Quando se fala da Copa de 1982, fala-se na Seleção Brasileira, ninguém lembra do time campeão.

    Voltando ao Galinho, muita gente se prende à discussão sobre quem foi melhor, Pelé ou Maradona. Para mim, essa discussão é tola pois Pelé foi o melhor mesmo e ponto final.

    A “disputa” correta, em minha opinião, seria Maradona ou Zico! Foram contemporâneos e o argentino teve mais destaque pois tinha um futebol mais vistoso.

    Mas Zico, por outro lado, era a eficiência. Seu jogo não tinha a plasticidade de um Maradona ou Ronaldinho Gaúcho mas a pontualidade, a objetividade, a precisão e a abrangência de um Pelé!

    Para mim, Zico só não foi melhor do que Pelé e ponto final.

    Segue uma lista dos seus principais títulos como jogador (todos pelo Flamengo):

  • Copa Intercontinental de Clubes (Mundial): 1981
  • Taça Libertadores da América: 1981
  • Campeonato Brasileiro: 1980, 1982, 1983, 1987
  • Campeonato Carioca: 1972, 1974, 1978, 1979, 1981, 1986
  • Há que se destacar que Zico participou do incipiente futebol de areia no início da década de 90 do século passado e ganhou quatro títulos importantes pela Seleção Brasileira:

  • Copa do Mundo: 1995
  • Copa do Mundo: 1996
  • Copa América: 1995
  • Copa América: 1996
  • Segue dois vídeos com gols e jogadas do craque:

    E agora, Zico é treinador de futebol. Não ganhou títulos expressivos mas já dirigiu times em Champions League, o que é importante nessa carreira de treinador.

    Segue uma lista dos títulos que já conquistou como treinador:

    Seleção Japonesa

  • Copa da Ásia: 2004
  • Copa Kirin : 2004
  • Fenerbache

  • Campeonato Turco de Futebol: 2007
  • Supercopa da Turquia: 2007
  • Antalya Cup: 2007
  • Bunyodkor

  • Copa do Uzbequistão: 2008
  • Campeonato Uzbeque de Futebol: 2008
  • CSKA Moscou

  • Supercopa da Rússia: 2009
  • Copa da Rússia: 2009
  • E, agora, a porcaria do Olimpiacos, seu último time, resolve demitir o Galinho por carta e internet. Não tiveram a decência de chamá-lo para uma conversa e avisá-lo, não foram homens.

    Zico foi mais do que um jogador de futebol. Sempre foi um homem decente, uma referência moral num país envolvido em problemas de todos os tipos.

    Todo fã de futebol gostava de ver Zico jogar. Todo cidadão honesto gosta de Zico pois ele é um cara honesto.

    Infelizmente, o meio futebol não é honesto. Não se sabe o que, realmente, aconteceu, quais foram os motivos dos gregos, mas, com certeza, erraram na atitude. Zico não merecia esse tratamento.

    Zico é digno e valoroso como homem tanto quanto foi como atleta. É nosso dever, como cidadãos brasileiros, apoiar esse ser humano fantástico.

    Quem quiser deixar uma mensagem de apoio pro Galinho, acesse seu site, Zico na Rede. A minha mensagem pode ser acessada aqui.

    Força, Galo.

    (referência: Wikipedia)

    Corinthians 1 x 1 Monte Azul

    Postado em ESPORTES em 18/01/2010 por pktp69

    Ribeirão Preto, 17 de Janeiro de 2010. O Campeonato Paulista é, oficialmente, iniciado com o jogo Corinthians x Monte Azul.

    A FPF pagou show sertanejo (é o que o povo daqui gosta embora eu deteste) e umas moças gostosas para representar cada time.

    Não houve cerimônia mas ninguém prestou atenção tampouco. Os caras estavam lá para ver o Timão.

    Logo de cara, ao chegar nas imediações, aquele mar de gente em preto e branco. Há muito tempo eu não me sentia tão em casa.

    Foi um dia especial para mim pois, devido à violência nos estádios e à falta de grana, eu não ia ver o Corinthians jogar há muitos anos.

    Também foi o primeiro jogo do Timão que meu filho assistiu. E já foi logo avisando: “Na arquibancada é que tem graça”.

    E teve muita graça. Muita gente em volta do estádio aguardando o horário de entrar, conversando, sentindo o clima de tarde feliz que só um jogo do seu time proporciona.

    Entramos no estádio em paz, sem qualquer problema, apesar de haver muita gente (público pagante em torno de 25 mil) e já me situei perto do banheiro e do bar.

    Surpresa, vendiam cerveja. Decepção…era sem álcool. Brincadeira, acho que não deveria ser permitida a venda de bebidas alcóolicas num raio bastante grande em torno do estádio para evitar problemas.

    Mas ontem não haveria problema. O Timão ia jogar na cidade, contra um time baba, fazia calor, Tcheco e Iarley iam estrear. O que poderia dar errado?

    O Souza! Porra, que cara ruim, mano. Pelamordosmeusfilhinhos!!!

    Tudo bem, ele cruzou a bola do nosso gol mas fazer o mínimo não pode ser compensação pelos vários erros durante o jogo.

    Bem, a partida foi morna. Muita tensão na arquibancada por que o time estava preso, fora de ritmo, pesado, embora Iarley tenha surpreendido pela disposição.

    Muito poucos ataques efetivos com chutes a gol. Os dois goleiros foram pouco exigidos mas corresponderam quando necessário. Há de se salientar que isso ocorreu depois de ambos terem falhado nos lances dos gols.

    Minha opinião sobre a atuação dos jogadores é a seguinte:

  • Felipe: falhou no gol mas fez duas defesaças.
  • Alessandro: pouca técnica e muita garra como sempre. Não teve com quem jogar no lado direito mas foi bem.
  • William: surpreendeu pela velocidade e foi bem colocado como sempre. Voltou bem e não deve mais sair, é o capitão.
  • Chicão: falhou em uma ou outra bola mas no resto foi ótimo, impõe muito respeito.
  • Escudero: esse foi muito vaiado por uma ala da torcida. Para mim, não jogou nada. É um dos que não valem 10% do que ganham.
  • Marcelo Matos: não jogou nada. Ainda está devendo.
  • Jucilei: esforçado como sempre mas não teve o Elias para levar a bola adiante. Não pode jogar de segundo volante, falta técnica.
  • Morais: eu o vi se aquecendo à minha frente, depois ele sumiu.
  • Tcheco: decepcionou! Começou bem, apesar de lento, mas sentiu a falta de ritmo e se escondeu no segundo tempo.
  • Iarley: o melhor em campo. Muita disposição, garra e técnica. No segundo tempo perdeu dois gols feitos o que atribuo à perna pesada. Tem tudo para se firmar no time.
  • Souza: ninguém gosta dele na torcida por dois motivos: ganha muito dinheiro e não joga nada. Precisa mais?
  • Edno: entrou no lugar do Tcheco e deu 2 chutes a gol, um foi na trave. Penso que ele será muito útil, bola ele sabe jogar.
  • Dentinho: a galera gritou o nome dele antes, durante e depois do jogo. É muita empatia com o garoto mas ele não jogou nada ontem mesmo tendo entrado no intervalo.
  • Boquita: entrou bem no segundo tempo. Pouca técnica mas bastante garra. Será um bom reserva durante o ano.
  • Mano: Penso que poderia ter colocado o Edno mais cedo mas não havia muito o que fazer com um time desentrosado e sem ritmo.
  • Estádio lotado. Isso é que é torcida.

    Resumindo: o jogo foi morno mas estar no estádio para ver o Timão iniciar a trajetória do centenário foi demais.

    Infelizmente, não tenho grana para ir para Sampa assistir o time e não dá para ir para Campinas pois rola muita treta, é complicado levar criança. Se meu filho tivesse um ano a mais, seria perfeito.

    O negócio é fazer uma vaca e pagar um Pay Per View ou acompanhar pela internet mesmo. Fazer o que, né?

    Detalhe: o estádio Santa Cruz é uma porcaria. O banheiro tinha ralo entupido, não havia torneira para lavar as mãos. O pessoal tinha que lavar no mesmo lugar onde bebia água já que um copinho custava R$ 2,00. E o refri? R$ 4,00 um copo de 50ml, um absurdo. O estádio não oferece cadeiras, é tudo degrau de cimento. Tudo bem, eu iria do mesmo jeito mas paguei R$ 40,00 na arquibancada, a numerada estava R$ 100,00, um roubo.

    Mas, tudo bem. Foi divertido ir com a família e amigos ver o Timão jogar. Para finalizar bem o domingo, um bom lanche e uma bela Brahma gelada…

    Segue um vídeo mostrando a torcida cantando antes do jogo. A qualidade é ruim mas foi o que pude conseguir com o celular.

    Timão eooo, Timão eooo.

    Futebol – Patrocínio ou Publicidade?

    Postado em ESPORTES em 15/01/2010 por pktp69

    Li hoje no blog do Erich Betting uma matéria muito interessante sobre patrocínio esportivo.

    Foi motivada pelo novo patrocínio do Corinthians para 2010 no valor de R$ 38 milhões. Tem o título O Corinthians vale R$ 38 milhões? e conclui dizendo que pela “…lógica do patrocínio esportivo brasileiro hoje…valeria, pelo menos, o dobro disso.”

    Ele ressalta em seu texto que o patrocínio esportivo no Brasil não trabalha com nada além da exposição de marca na camisa dos times. Lembro também que há os ridículos painéis que ficam atrás dos jogadores, treinadores, dirigentes, etc, quando são entrevistados.

    Não lembro mais quando isso começou mas sempre achei ridículo. Meu pai nunca comprou uma camisa do Corinthians para mim e justificava dizendo que não iria fazer propaganda de graça.

    E não é essa a intenção? Os patrocinadores no Brasil pagam um valor para colocar uma marca na camisa, nos uniformes, em paredes, etc, para que seja visto na TV e pessoalmente.

    É um trabalho de fixação de marca, uma mensagem subliminar que alcança o espectador de maneira suave, sem a necessidade de investir em mídias convencionais como TV e revistas.

    Vejam o caso atual. A nova patrocinadora do Corinthians é a Hypermarcas (é com ‘y’ mesmo), uma empresa nova no mercado (tem 8 anos) que tem comprado um monte de outras empresas em várias áreas.

    Como é um conglomerado de empresas de diferentes segmentos (atua com medicamentos, cosméticos e alimentos, por ex.), a empresa, forçosamente, tem que trabalhar a comunicação de maneira focada. O que é bom para um extrato de tomate não o é, necessariamente, para um desodorante.

    Dessa maneira, a Hypermarcas vai, provavelmente, estampar no uniforme do Corinthians as suas marcas com maior necessidade de divulgação e com perfil menos afeito à comunicação de massa tradicional.

    E o que isso mostra? Camisa de time de futebol virou out-door! É só achar um espaço que alguém tasca um logotipo lá. Lembro de um uniforme, creio que da Ponte Preta, com um monte de logotipos diferentes, era horrível.

    No site da Shop Timão você encontra camisas iguais com valores diferentes por conta do patrocinador. Ainda há camisas com o logotipo da Medial e que custam R$ 100 a menos do que as com o logotipo da Batavo!

    Isso é o que pretendem as empresas. O cara compra uma camisa e vai continuar usando-a por muitos anos, fazendo propaganda gratuita, mesmo após o fim do patrocínio.

    Por que não se investe em ações pontuais vinculando a imagem de jogadores com o produto? A Batavo é uma empresa com vários ítens e poderia ter feito um spot de rádio ou um filme para TV usando algum jogador.

    O clube conta com jogadores carismáticos e de bastante apelo junto ao torcedor. Vejam o caso do Chicão. Eu sou fã desse cara, para mim é o melhor zagueiro brasileiro e devia ir prá Copa do Mundo (alô, Dunga – dá uma chance pro cara). Se eu visse uma propaganda com ele, com certeza, estaria pré-disposto a absorver a mensagem subliminarmente e poderia vir a consumir o produto.

    Mas, não. A Batavo não fez nada durante o período em que patrocinou o Corinthians. A nação alvinegra conta com R$ 25 milhões de torcedores aproxidamente e representa, no mínimo, metade dos torcedores do estado de São Paulo, o maior mercado consumidor e de negócios do país já que concentra em torno de 40% do PIB nacional.

    E agora? A Hypermarcas vai utilizar todo o potencial que uma marca como o Corinthians possui ou vai continuar nessa mesmice?

    Bem, é um assunto muito interessante mas bastante complexo, seria necessário um simpósio e não um ou outro artigo para discutí-lo.

    Sendo assim, mostro a camisa mais feia que o Corinthians já teve; tudo em nome do lucro.

    Porra, um chuveiro no meio da camisa? Como diria o eterno Sílvio Luiz: Pelas barbas do profeta, o que é que eu vou dizer lá em casa?

    Corinthians Campeão Mundial 2000 Dez Anos

    Postado em ESPORTES em 14/01/2010 por pktp69

    Hoje completa-se a primeira década da maior conquista do Corinthians: o campeonato mundial de 2000.

    Como pode ser confirmado no site da FIFA, o Corinthians é o primeiro campeão mundial. Todos os anteriores, aqueles que ganhavam a Taça Toyota, disputada no Japão, são considerados campeõs intercontinentais.

    Em 2000, nosso time era praticamente imbatível. Vindos de um bi-campeonato nacional (98/99), o time era uma máquina; Dida, Vampeta, Rincón, Marcelinho, Ricardinho, Edílson e Luizão, todos eram craques.

    Eu acompanhei o campeonato e assisti o jogo final em casa pela TV. Inclusive, depois dos jogos de Copa do Mundo, foram os jogos transmitidos para o maior número de países.

    Quanto ao jogo, porra, que nervoso! Se eu fosse cardíaco teria tido um infarto, com certeza.

    O jogo foi muito truncado, sem grandes chances de gol para nenhum lado. Oito cartões amarelos no jogo e nenhum gol. Tinha que ser decidido nos penaltis mesmo. Sofrido é mais gostoso.

    Segue a tabela dos jogos:

    Campeonato Mundial de Clubes da Fifa 2000
    Dados Ficha tecnica
    PRIMEIRA PARTIDA
    05/Janeiro/2000

    Local: estádio do Morumbi, em São Paulo Árbitro: Stefano Braschi (ITA)
    Cartões amarelos: Hrindou, Chadili e Misbah.
    Gols: Luizão, aos 5min e Fábio Luciano, aos 20min do segundo tempo
    CORINTHIANS 2 x 0 RAJA CASABLANCA
    CORINTHIANS: Dida, Índio, João Carlos, Fábio Luciano, Kléber, Vampeta (Edu, aos 40min do segundo tempo), Rincón, Marcelinho Carioca (Marcos Senna, aos 19min do segundo tempo), Ricardinho, Edilson, Luizão (Dinei, aos 35min do segundo tempo) Técnico: Oswaldo de Oliveira
    RAJA CASABLANCA: Chadili, Misbah, Talal, Jrindou, El Haimeur, Nejjary, Safri, Reda, Aboub, Moustaoudia e Khoubbache (Achami, aos 15min do segundo tempo) Técnico: Fathi Jamal
    SEGUNDA PARTIDA
    07/Janeiro/2000

    Local: estádio do Morumbi, em São Paulo Árbitro: William Mattus Vega (COS)
    Cartões amarelos: Fábio Luciano, Kléber, Michel Salgado, Guti, Karembeu e Roberto Carlos
    Gols: Anelka, aos 19min, Edilson, aos 28min do primeiro tempo; Edilson aos 18min e Anelka aos 25min do segundo tempo
    CORINTHIANS 2 x 2 REAL MADRID
    CORINTHIANS: Dida; Índio, João Carlos, Fábio Luciano e Kléber; Vampeta (Edu, 29min do segundo tempo), Freddy Rincón, Ricardinho (Marcos Senna, aos 40min do segundo tempo) e Marcelinho Carioca, Luizão e Edilson Técnico: Oswaldo de Oliveira
    REAL MADRID: Iker Casillas; Michel Salgado, Fernando Hierro, José Guti (Fernando Morientes, aos 24min do segundo tempo) e Roberto Carlos; Fernando Redondo, Christian Karembeu e Geremi (Steve McManaman, aos 24min do segundo tempo); Anelka, Raúl e Sávio Técnico: Vicente del Bosque
    TERCEIRA PARTIDA
    10/Janeiro/2000

    Local: estádio do Morumbi, em São Paulo Árbitro: Dick Jol (HOL)
    Cartões amarelos: Marcelinho, Adílson, Luizão, Harthi e Al Shokia
    Cartão vermelho: Daniel
    Gol: Ricardinho, aos 25min do primeiro tempo, Freddy Rincón, aos 37min do segundo tempo
    CORINTHIANS 2 x 0 AL NASSR
    CORINTHIANS: Dida; Daniel, João Carlos (Adílson, aos 10min do primeiro tempo), Fabio Luciano e Kléber; Vampeta (Dinei, aos 20min do segundo tempo), Freddy Rincón, Ricardinho (Edu, aos 28min do primeiro tempo) e Marcelinho Carioca; Edilson e Luizão Técnico: Oswaldo de Oliveira
    ALL NASSR: Mohammed Babkr; Mohsin Al Harthi, Hadi Sharify, Ibrahim Al Shokia e Abdallah Al Karni; Mansour Al Mousa, Mousa Saib (Fahad Mehalel, aos 29min do segundo tempo), Fahad Al Husseini (Abdulaziz Al Janoubi, aos 41min do primeiro tempo) e Ahmed Bahji; Fuad Al Amin e Muhaisen Al Dosari (Ismael Triki, aos 43min do segundo tempo) Técnico: Oscar-Luis Fullone
    FINAL
    14/Janeiro/2000

    Local: estádio do Maracanã no Rio de Janeiro Árbitro: Dick Jol (HOL)
    Cartões amarelos: Freddy Rincón, Adílson, Índio, Luizão, Felipe, Amaral, Paulo Miranda e Edmundo
    Penalidades gols:
    Corinthians: Freddy Rincón, Fernando Baiano, Luizão e Edu; Marcelinho Carioca desperdiçou.
    Vasco: Romário, Alex Oliveira e Viola; Gilberto e Edmundo desperdiçaram.
    CORINTHIANS 0 (4) x (3) 0 VASCO DA GAMA
    CORINTHIANS: Dida; Indio, Adilson, Fabio Luciano e Kleber; Vampeta (Gilmar, antes do inicio da prorrogação), Freddy Rincón, Ricardinho (Edu, no intervalo) e Marcelinho Carioca; Edilson (Fernando Baiano, aos 8min do 2° tempo da prorrogação) e Luizão Técnico: Oswaldo de Oliveira
    VASCO DA GAMA: Helton; Paulo Miranda, Odvan, Mauro Galvão e Gilberto; Amaral, Felipe (Alex Oliveira, aos 12min do 1° tempo da prorrogação), Ramon (Donizete, aos 7min do 2º tempo da prorrogação) e Juninho (Viola, aos 6min da prorrogação); Romário e Edmundo Técnico: Antônio Lopes

    Seguem os gols do Corinthians:

    Eu não quero nem saber a opinião dos despeitados torcedores de outros times que consideram o campeonato um torneio de verão e que não vale por ter sido disputado no Brasil. Se pensarmos assim, a Copa de 2014 será um torneio de inverno!

    Que vão todos à merda. O Corinthians é Campeão Mundial de 2000, sim! E um dos motivos pelo qual o Corinthians é tão comentado e invejado é a sua torcida.

    Segue um vídeo feito pela Loucos Por Ti, um blog corinthiano. É uma homenagem à maior e melhor torcida do mundo.

    A Gazeta Esportiva fez uma matéria sobre o Mundial de 2000 com entrevistas muito legais com Edílson, Luizão, Edu, etc. Acesse aqui.

    O ano do centenário começou. Vamos com tudo ganhar a Libertadores e coroar o ano do centenário e a década do primeiro ganhando o segundo título mundial!

    Quem viver, verá.

    Timão eooo, Timão eooo.

    Uhhh Marcelinho Uhhh Marcelinho

    Postado em ESPORTES em 14/01/2010 por pktp69

    Marcelinho Carioca parou de jogar futebol ontem, 13/01/2010, e sua última partida como profissional foi com a camisa do Todo Poderoso Timão, o Corinthians.

    Quando Marcelinho chegou ao Corinthians, em 1994, eu achei que tinham contratado errado. Na época, quem estava gastando a bola no Flamengo era outro cara, o Marquinhos, também da base rubro negra.

    Resultado: no mesmo ano eu já havia me esquecido do Marquinhos (e até hoje não sei o que aconteceu com o cara) e o Marcelinho já conquistava o primeiro de seus dez títulos pelo clube, a Copa Bandeirantes.

    Essa copa foi interessante pois reunia os 6 primeiros colocados no Campeonato Paulista de 1994 mais os campeões da segunda e terceira divisões do estado e o campeão disputaria a Copa do Brasil do ano seguinte. Resultado: Corinthians campeão e classificado para disputar a Copa do Brasil que ganharia pela primeira em 1995.

    Irreverente, personalista, polêmico e marketeiro, Marcelinho Carioca é uma figura. Gostem ou não dele como pessoa, o jogador teve qualidade indiscutível. Só vi quatro jogadores cobrando faltas tão bem quanto ele: Neto (o melhor), Zico, Aílton Lira e Dicá. Não vi Didi e sua folha seca então não incluo na lista.

    Ele gostava de fazer charme para a torcida quando não dizia o nome do time da rua tucuruvi preferindo dizer “inimigo”. E achou seu melhor chavão ao dizer que a camisa do Corinthians era sua segunda pele.

    É legal ouvir isso de um jogador, o torcedor gosta. Mesmo sabendo como ele é, quem torce pro Timão hoje e naquela época adorava vê-lo em campo. E não importaram os penaltis decisivos que perdeu na Libertadores e justamente para o inimigo, ele continuou sendo amado.

    Veja, a seguir, alguns vídeos sobre o craque.

    Marcelinho na grade do Pacaembu com o bando de loucos corinthianos.

    Marcelinho Carioca em entrevista coletiva e na grade do Pacaembu com a perspectiva de um torcedor que estava na arquibancada, de frente para o craque.

    Este vídeo mostra torcedores pedindo que ele dispute a temporada pelo time profissional.

    Quer saber? Eu também quero ver Marcelinho jogando no Timão no ano do centenário. Quero ver o cara que fez um dos gols mais lindos de todos os tempos em ação novamente.

    Vejam a obra prima que mereceu até placa do Rei Pelé e na própria Vila Belmiro:

    Vejam a lista dos títulos conquistados pelo craque no Corinthians:

  • Copa Bandeirantes: 1994
  • Campeonato Paulista: 1995, 1997, 1999 e 2001
  • Copa do Brasil: 1995
  • Troféu Ramón de Carranza: 1996
  • Campeonato Brasileiro: 1998 e 1999
  • Campeonato Mundial de Clubes da FIFA: 2000
  • Convenhamos, não é prá qualquer um, né? Só faltou ao Marcelinho o título da Libertadores então seria legal se ele pudesse participar do elenco e fazer parte dessa conquista, mesmo que não jogasse. Claro, se o caneco vier, né? Sem essa de cantar vitória antes do tempo.

    Tomara que o Mano Menezes escute a torcida. Ela é sábia. E Marcelinho Carioca é craque.

    Vaaaiiii Coriiinthiaaaannnsssss!!!

    Haiti 7.0

    Postado em DIVERSOS em 14/01/2010 por pktp69

    Tenho acompanhado as notícias sobre a tragédia ocorrida no Haiti. Muito sofrimento, muitos feridos, muitas mortes.

    Calcula-se os mortos em torno de 10% da população total! Imagine isso, 10% da população morreu de uma hora para outra, assim do nada.

    São 100 mil pessoas (estimativa) que deixaram essa vida. Dentre elas, Dona Zilda Arns.

    Não sou católico, longe disso, mas sempre gostei de D. Paulo, seu irmão, e arcebispo de São Paulo. Bem, primeiro porque ele é corinthiano, segundo porque teve atuação bastante importante durante o período da ditadura militar.

    Dona Zilda fazia um trabalho social bastante reconhecido no Brasil e no exterior. Tanto que foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 2006. Uma biografia dela pode ser lida na Wikipedia

    Infelizmente, esse trabalho a levou para o lugar errado na hora errada. Ou não. Talvez sua missão neste lugar, nesta vida, estivesse completo. Um dia talvez descubramos. Ou não.

    Agora, vejam as fotos que coloco aqui para ter uma idéia da tragédia. O pior é que esse tipo de situação não é uma surpresa.

    O Haiti é um país miserável. Se libertou do domínio francês em 1803, teve 16 presidentes depostos ou assassinados desde a segunda metade do século XIX até o começo do século XX, foi ocupado pelos estados unidos (claro, que surpresa, não?) durante 20 anos e em 1957 viu subir ao poder um dos mais sanguinários ditadores do século XX: Papa Doc.

    Presidente vitalício, morreu em 1971 e foi substituído por seu filho, Baby Doc, que manteve a tradição sanguinária do pai até 1986 quando um novo golpe de estado o apeou do poder.

    Desde então, vários eleitos e depostos passaram pelo poder até a necessária intervenção da ONU que enviou uma força de paz comandada pelo Brasil.

    Essa força tem só uma utilidade: evitar que o país entre em guerra civil ou que algum esperto instaure nova ditadura.

    Em 12 de Janeiro de 2010, mais uma desgraça: um terremoto com magnitude 7.0 (escala Richter) eclodiu próximo à capital, Porto Príncipe, praticamente destruindo-a.

    Morreu uma brasileira ilustre e outros brasileiros desconhecidos.

    Morreram centenas de milhares de haitianos cujos nomes nunca saberemos.

    Às vezes ficamos revoltados ao ver como algumas pessoas, e alguns povos, sofrem tanto.

    E o que fazemos a esse respeito? Nada. Somos humanos, não? O que de pior já aconteceu para esse planeta.