Como bloquear chatos no Facebook

Até hoje não usei muito o Facebook, Google Plus, Instagram ou outras redes sociais.

Sempre tive um pouco de resistência a usá-las pois acho meio tosco ficar me expondo. Não tenho a vaidade nem qualquer outro motivo.

Apesar disso, tenho estudado algumas informações que dão conta da necessidade de me expor profissionalmente. Os perfis em redes sociais têm sido bastante utilizados por headhunters tanto no Brasil quanto no exterior. Além disso, as empresas e outros profissionais estão nas redes sociais.

O problema que encontrei com o Facebook é o fato de que, inevitalmente, você se expõe a pessoas ou mensagens indesejáveis.

Mesmo pessoas de quem gostamos publicam mensagens que não interessam. Eu, particularmente, não me interesso por mensagens bonitinhas, baboseiras religiosas e propagandas de pirâmides financeiras.

Não é possível se ocultar. As pessoas vão te encontrar no Facebook e não há como não adicionar seus amigos mesmo que eles só falem sobre assuntos que não te interessem.

Não há como saber o que contém a mensagem então, infelizmente, precisamos bloquear o recebimento das atualizações do contato, ou seja, não receber mais o que determinada pessoa publicar.

Com isso em vista, busquei uma maneira de não visualizar mais publicações que não me interessam.

Para isso, basta posicionar o mouse sobre o nome do contato, clicar em Configurações, clicar em Somente atualizações importantes e demascar alguns ou todos os tipos de atualizações.

Pronto, não se enxerga mais nada que aquele contato publicar.

Por Fábio Cardoso Postado em DIVERSOS

Respeito às Mulheres

No mês das mães, um tema bastante atual e inquietante.

Saiu na Folha hoje uma matéria sobre uma menina de 13 anos que foi apalpada por três meninos da mesma escola e os denunciou por assédio sexual. A matéria pode ser lida aqui.

Tanto a família como a escola tratam o assunto com luvas de pelica e ambos se escondem da responsabilidade. A família não prestou queixa policial e a escola suspendeu os meninos por 7 dias e uma coordenadora passou nas salas de aula explicando o caso.

A escola tomou essa atitude para parar o falatório que se espalhava já que, como diz um velho ditado, “quem conta um conto, aumenta um ponto”.

Um absurdo! Os moleques são folgados e não devem ter sido ensinados a respeitar mulher. Não há informação sobre o que seus pais tem a dizer sobre o fato mas não devem ter se preocupado muito.

Os meninos são estimulados, como sempre foram, a serem garanhões mas hoje há mais estímulos do que antes. Antigamente, não se via pornografia tão facilmente.

Na semana passada mesmo vi em uma praça um casal com duas filhas ao lado do carro. Estava tocando, claro, um funk e uma das meninas, de não mais que 7 anos, rebolava até o chão! Isso não signfica que a menina vai se tornar uma pessoa ruim mas que ela está se inserindo em um contexto em que a exposição pública da sensualidade da mulher é estimulada, não importa a idade, o motivo ou o local.

Ou seja, temos meninos sendo estimulados a “pegarem” e meninas sendo ensinadas a estimular os meninos a “pegarem”.

E o papel da escola? As particulares temem perder alunos, e portanto dinheiro, então abafam qualquer possibilidade de escândalo. As públicas são celeiros de bandidos e praticamente não servem para mais nada.

O governo não toma qualquer atitude para melhorar o ensino público para a população de baixa renda porque um povo esclarecido é o maior inimigo da ditadura e da corrupção.

Também não faz nada para esclarecer a população sobre como lidar com temas tão atuais quanto difíceis como a sexualidade juvenil.

Não nos iludamos. Adolescentes faziam sexo antes, fazem agora e farão amanhã.

A diferença é que hoje o estímulo é maior. Programas humorísticos e propagandas mostram a mulher como objeto. E não se trata de dizer que isso é atual. A beleza sempre foi fundamental mas o papel da mulher deveria ser melhor trabalhado.

Mostre-se a beleza da mulher bem tratada mas mostre-se a beleza da mulher comum, sem maquiagem. Mostre-se a força da mulher empreendedora, a coragem das mulheres mães, mostre-se a mulher em sua totalidade.

Se passarmos a pensar a mulher como ser atuante e ator principal da vida em sociedade, tanto quanto o homem, começaremos a mostrar para a geração atual e as futuras que a sensualidade é algo espontâneo e bonito mas a vulgaridade não tá com nada.

E acima de tudo, respeito! Hoje em dia, um ítem em falta na lista de prioridades do ser humano.

Não sei, posso estar falando bobagem mas penso que vale a discussão do tema.

Por Fábio Cardoso Postado em DIVERSOS

Retrocesso no Congresso

Soube que o Sr Marco Feliciano pode ser escolhido hoje como presidente da Comissão dos Direitos Humanos e das Minorias na Câmara dos Deputados.

Para quem não conhece, esse senhor é um evangélico reacionário e conservador frontalmente contrário a união estável entre pessoas do mesmo sexo e já publicou em seu perfil no Twitter algumas pérolas da ignorância evangélica como a que afirma que os africanos são descendentes de um homem amaldiçoado por Noé.

Primeiro, vou me situar aqui.

Não sigo qualquer religião. Considero que, invariavelmente, são uma muleta para pessoas emocionalmente instáveis e/ou imaturas. Para mim, acreditar em Jeovah, Alá, Tupã, Rá ou Odin nada tem a ver com religião, tem a ver com fé.

A história da civilização e a observação simples mostra que o ser humano precisa acreditar em algo maior do que ele mesmo para justificar sua própria existência. As religiões teriam sentido se se dispusessem a oferecer conforto espiritual, somente. Mas quando se consideram representantes de Deus, qualquer que seja, na Terra e que a salvação passa pela aceitação de seus dogmas, aí discordo.

E quem se aproveita da fé dos ignorantes para ganhar dinheiro é um estelionatário mau-caráter.

Há muitos exemplos disso no Brasil e no mundo. O Vaticano foi o maior vendedor de salvação desde a idade média até meados do século XX quando as vertentes evangélicas começaram a avançar sobre o povo. Para mim, não há diferença entre ambas as correntes.

Se uma pessoa considera normal doar seu dinheiro para sustentar um padre ou pastor, é direito dela. O errado é um representante de uma religião pedir e/ou aceitar dinheiro em contra-partida a um ato qualquer que garantirá a tão propalada salvação do indivíduo.

Esse senhor Marco Feliciano, assim como vários outros, faz isso. Veja o vídeo abaixo para comprovar:

Ele, assim como vários outros, não nega a prática mas enumera várias justificativas e as pessoas que frequentam essas associações concordam com isso.

É o mesmo princípio do assistencialismo governamental que ilude o povo ignorante com pão ao invés de ofertar educação e cidadania.

As práticas preconceituosas, contra todos e qualquer um, não podem ser aceitas por uma sociedade que se queira justa e desenvolvida. Elas devem ser combatidas incessantemente e a Comissão de Direitos Humanos tem um papel fundamental nessa luta e não pode ficar refém de uma postura específica, de uma opinião única.

O presidente dessa Comissão deve ter uma formação plural e madura sobre todos os temas que a Comissão vier a apreciar. Assim como é errado, na minha opinião, colocar um religioso radical em sua presidência, também assim consideraria se ele fosse o presidente de uma associação GLBT radical. É um retrocesso eleger um radical para uma posição como essa. Já basta ter sido eleito.

Radicalismo não é resposta para nada. O PT demonstrou isso ao contradizer todas as suas posições programáticas no momento em que assumiu o poder.

Não sou participante de qualquer movimento organizado, não sigo religiões nem tenho filiação partidária. Sou um cidadão comum que se preocupa com os rumos que nossa sociedade toma quando aceita passivamente que um parlamentar como Renan Calheiros seja eleito presidente do Senado, que as votações de alguns assuntos no Congresso sejam secretas, que parlamentares tenham foro privilegiado, que radicais ganhem poder de decisão…

Muito barulho tem sido feito nas redes sociais sobre essa escolha. Vamos ver se haverá algum efeito na eleição de logo mais à tarde e os parlamentares se mostram sensíveis à opinião pública ou se usarão a velha desculpa da governabilidade.

Veremos.

Por Fábio Cardoso Postado em DIVERSOS

Timão – Jogo ruim e tragédia na Bolívia

O Corinthians estreiou ontem na Libertadores contra o San Jose, na Bolívia.

Jogando em condições desumanas, a uma altitude de mais de 2700 metros, o time pouco produziu e tomou sufoco do fraquíssimo time boliviano. O resultado, 1×1, poderia até ser dito que injusto já que Cássio fez pelo menos 3 grandes defesas mas eu discordaria dizendo que o ar rarefeito prejudicou sensivelmente o time brasileiro que não conseguia trocar passes devido à velocidade da bola.

Por conta da altitude, muitos times brasileiros escolhem chegar ao local poucas horas antes do jogo. Com isso deixam para sofrer os efeitos depois do jogo mas invariavelmente jogam mal.

Ontem não foi diferente. Paulinho e Danilo, dois dos melhores passadores do time, não conseguiam prosseguir com as jogadas porque a bola corria mais do que eles esperavam. Alguns chutões do Cassio, como o que ele deu contra o Palmeiras e que resultou no gol de Romarinho, mudavam de direção durante o trajeto de maneira bizarra.

Os jornalistas que cobriam o jogo disseram que os brasileiros tiveram que usar oxigênio no intevalo para se re-equilibrar e voltar para o jogo.

Sempre achei um absurdo jogar em tal altitude. Não se pode permitir que os times bolivianos, equatorianos, ou quem quer que seja, utilizem desse artifício para conseguir alguma vantagem e chance de sucesso nas competições continentais. A disputa tem que acontecer em igualdade de condições. Para mim, jogar nessa altitude é como comprar o juiz, é anti-despostivo, é desumano, é desleal.

E tão desleal e desumana é a atitude dos torcedores uniformizados brasileiros. Tão ruins quanto os argentinos, diga-se de passagem, esses caras vão para estádios prontos para brigar. Seu comportamento nos estádios é típico de bárbaros com complexo de inferioridade. Se consideram, sim, torcedores especiais que merecem tratamento diferenciado. São folgados. Tentam furar fila nas lanchonetes dos estádios, urinam em qualquer lugar, tratam os torcedores normais como gentalha.

Um torcedor boliviano morreu ontem. Um garoto. Foi atingido por um foguete sinalizador que não deveria estar dentro do estádio. Supostamente partiu de torcedores corinthianos e nove deles foram presos após o jogo.

Como esse foguete entrou no estádio? Falha de caráter do torcedor que disparou e da torcida que levou o artefato mas também falha gritante da força policial responsável pela segurança do evento. Se o foguete estava lá dentro, a polícia permitiu sua entrada. Seja por cumplicidade ou incompetência, é também culpada pela morte do garoto.

Tenho lido sobre a possibilidade de exclusão do Corinthias da Libertadores. Duvido que isso ocorra. A competição não é somente esportiva, tem o lado comercial e expulsar o atual campeão seria prejudicial para os negócios. Infelizmente, a vida de uma pessoa tem menos valor do que o dinheiro dos patrocinadores.

Poderíamos imaginar que uma punição exemplar seria banir torcedores dos próximos jogos do Corinthians mas isso seria punir os inocentes. Multa pecuniária? Dinheiro confortaria a família do garoto? Eu não aceitaria mas muita gente sim. Perda de pontos da partida? Um a mais ou a menos…

O fato é que o problema é bem maior do que a tragédia de ontem. Há risco de que fato igual se repita em estádios brasileiros a qualquer momento, como bem disse hoje o Perrone em seu blog. As torcidas uniformizadas são violentas e vão aos estádios sempre dispostos a brigar. Alegam que vão prontas para se defender porque sempre há a possibilidade de serem atacados pela torcida adversária.

Não concordo com essa atitude e é a polícia quem deve garantir que as torcidas adversárias não cheguem perto uma da outra. Nem dentro nem nas cercanias do estádio. E ninguém pode entrar no estádio portando qualquer objeto além dos pertences pessoais e as bandeiras.

Muito ainda se vai falar sobre o assunto, muitos vão meter o pau no Corinthians e nos corinthianos mas a violência não está em uma ou outra torcida, está no ser humano.

Não faltam exemplos de violências absurdas como a de uma senhora que foi agredida ontem em um assalto. Ela tem 81 anos e lutou contra 4 marmanjos por sua bola e sua vida. São covardes que preferem o roubo fácil ao trabalho duro.

Assim é o ser humano nestes dias sombrios. Estamos ficando paranóicos e exacerbando nossos instintos mais baixos. Vejam os games que jogamos e os filmes que assistimos. Mesmo que o objetivo seja o bem vencer o mal, o que gostamos é da violência, é ver uma luta, um bandido sendo morto, uma boa explosão.

A natureza do ser humano é essa. Somos violentos. Duas coisas nos impedem de sair batendo em todo mundo: medo de punição e civilidade.

Parece que, infelizmente, o número de pessoas civilizadas têm diminuído a cada dia.

Por Fábio Cardoso Postado em DIVERSOS